29 de fevereiro de 2012

We only live once...

Hoje meu pequenino completa 9 meses de vida e quando olho pra ele percebo o quanto o tempo é mesmo implacável... Por que passa tão rápido? Parece que foi ontem que ele não saía do meu peito, não meu deixava nem tomar banho direito de tanto que mamava, e agora ele já tá ficando todo "independente"... Já come outras coisinhas, fica sozinho com a babá, tá aprendendo a engatinhar, fala "mama" e "papa", fica vidrado na TV vendo os desenhinhos que tanto adora... Enfim, já tá um "rapaz"!

E ontem, pra completar meu momento saudosismo, descobri o 1° dentinho nascendo. Ele já tava dando sinais de que logo logo ia aparecer, mas ontem definitivamente apareceu. Há uma semana mais ou menos, Moisés começou com uma história de querer morder a minha mão. Já era sinal de coceira na gengiva. Ontem à noite ele veio dar as mordidinhas básicas dele, quando senti uma coisa diferente na mordida, uma espécie de arranhão bem de leve. Deitei ele na cama e passei o dedo pela gengivinha dele, aí senti uma pontinha do dente. Coisa mais fofa!

Daqui a pouco meu filhote começa a engatinhar de vez, depois vai andar, aprender a falar mais palavras, e por aí vai... E quando eu me espertar, já vai estar indo pra escola, fazendo amiguinhos, brincando na rua do conjunto em que moramos, arrumando namoradinhas. etc. E o tempo vai passar rápido que só ele e daqui a pouco Moisés vai estar querendo ser independente, não querendo mais ser o filhinho da mamãe porque vai pegar mal com os amigos...

Mas quer saber? Que se dane esse tal de tempo! Eu vou é aproveitar MUITO enquanto meu pimpolho ainda é sim o filhinho da mamãe! Vou beijar muito, abraçar muito, dengar muito, brigar muito quando for necessário, enfim, vou viver cada momento com meu filhote como se fosse o último, como eu acho que tem que ser... A gente só vive uma vez, então tem que fazer valer cada segundinho, especialmente quando esse segundinho é ao lado da pessoa mais importante da sua vida, seu TUDO!

Pra que se preocupar tanto com o que pode acontecer no futuro se há um presente tão maravilhoso para ser vivido, né? Curtam muito seus filhotes, gente! Não deixem pra amanhã pra dizer o quanto os amam. Digam hoje, agora, sempre!

Agora deixa eu ir dar um beijo bem gostoso no meu pimpolho, porque toda essa conversa só me deu ainda mais vontade de ficar grudadinha com ele e comemorar os 9 meses dele com muito dengo... :)

24 de fevereiro de 2012

Amor que não se mede...

Antes de sermos mães a gente sempre ouve que não existe amor igual ao amor de mãe. A gente até concorda e acredita que possa ser verdade, mas não entende muito bem, acha que pode existir sim um amor pelo menos parecido com o da mãe: o amor do pai.

Aí a gente descobre que está grávida e uma sementinha daquele amor é plantada. Conforme o tempo vai passando e o nenê vai crescendo, a sementinha começa a brotar. Vai crescendo, crescendo, crescendo, até que o baby nasce e você tem nas mãos o objeto do seu amor, cultivado por 9 meses. Quando a gente vê aquele serzinho que foi gerado no nosso ventre, acha que já conhece o tal amor de mãe, e de fato já conhece, mas não consegue ainda ter a dimensão do que é esse sentimento...

Conforme os dias vão passando e o nenê vai se desenvolvendo, vai se desenvolvendo também o amor... A cada sorriso, a cada espirro, a cada bocejo, a cada tosse, a cada banho, a cada mamada, o sentimento vai crescendo mais e mais... E quando a gente acha que o amor já está insuportavelmente grande, ele dá um jeitinho de crescer ainda mais, e mais, e mais, e mais... Até não caber mais no peito e se tornar uma espécie de apêndice do nosso corpo, como se fosse um novo ser todo feito de amor! E esse ser vai se desenvolvendo e se torna um gigante, que bate lááááááááá no espaço de tão grande e não pára de crescer nunca mais!

Assim é o amor de mãe... Infinito, imensurável, insuportavelmente maravilhoso, inexplicável... E não tem jeito, NINGUÉM é capaz de entender se não for mãe, nem mesmo os papais. Por mais que eles amem o filho da maneira mais linda e pura do mundo, nunca vão conseguir sentir o que nós, mães, sentimos. Eu não tinha a mínima noção do que era essa emoção até o dia em que Moisés nasceu. Nesse dia, eu vi que não era uma pessoa completa, que faltava uma parte de mim... Uma partezinha de 48cm e 3,145 kg. Hoje eu sou completa e completamente apaixonada!

Obrigada Senhor por eu ser capaz de conhecer esse amor. Obrigada Senhor por eu ser MÃE!!!

21 de fevereiro de 2012

Feriadão é tempo de descanso... Será?

Há 8 anos e atrás, o feriado de Carnaval se transformou no feriado da morgação... Meu marido e eu adorávamos curtir esses dias de descanso cercados de muitos filmes, séries e comilanças. A gente sempre alugava zilhões de filmes na locadora e aproveitava pra colocar todas as quadrilhões de séries que vemos em dia. E com a chuva que geralmente não dá trégua durante o Carnaval, tudo ficava melhor ainda... FICAVA, do verbo não fica mais...

Esse ano o Carnaval foi bem diferente. Curti a sexta-feira à noite com o maridão, fui almoçar fora com ele e fazer a feira da semana no sábado, e a partir daí foi só cuidar do pequenino. Como dei folga pra babá na segunda-feira, meu feriadão se resumiu a cuidar do filhote e ver filmes (cinéfilo de verdade sempre dá um jeitinho de ver filmes, não tem jeito). E hoje, com a babá já de volta, tem jogatina com os amigos, pra aproveitar meu outro lazer preferido: jogos de tabuleiro.

E alguém aí pensa que eu achei ruim? Mas qdo! Foi o melhor Carnaval da minha vida! Não saí em bloco, não vi o Desfile das Escolas de Samba que via desde pequena (como ficar acordada até tarde se estou há quase 9 meses sem dormir direito?), não fiquei deitadinha na cama morgando com o maridão, enfim, não fiz quase nada da programação que estava acostumada a fazer todo ano, mas mesmo assim esse Carnaval teve um sabor especial, teve um sabor de Moisés! 

Nesse Carnaval vi meu filho tentando aprender a engatinhar e quase conseguindo, ri com as gracinhas dele, me derreti com os "beijinhos" que ele sempre faz questão de me dar, ouvi os chorinhos dele pedindo o meu colo e a minha presença e, o principal, ouvi ele me chamar de "mama" muitas vezes... Também consegui curtir o maridão, mesmo que de uma maneira diferente, já que tivemos que dar atenção ao pequenino e quase não tivemos tempo pra nós.

O feriadão tá acabando e eu tô exausta! Não passei nem perto de conseguir descansar o que todo ano eu descansava, mas tô feliz! O cansaço de mãe é o cansaço mais gostoso que existe! E que venham outros Carnavais como este... :)

13 de fevereiro de 2012

Listen to your heart...

Na sexta-feira que passou agora, eu tava conversando com uma amiga e ela me fez uma pergunta profunda, que eu achei que seria complicada de responder, mas que em menos de 10 segundos me veio a resposta... Ela me perguntou a melhor coisa que eu aprendi com a maternidade. Pergunta de prova, né? Aliás, de concurso, que é muito mais difícil... E a resposta não poderia ser mais simples (e mais clichê, diga-se de passagem): aprendi a ouvir meu coração!

Quando a gente engravida ouve muita coisa, desde "se tiver muita azia na gravidez é sinal de que o nenê vai nascer cabeludo" até "tem que tomar suco de laranja da terra todo dia em jejum pra não inchar". Tem "de um tudo"! E é cada coisa que a gente ouve... Depois que a gravidez passa e o nenê nasce, a gente tem a ilusão de que as coisas vão melhorar, mas é aí que o festival de opiniões que ninguém pediu realmente começa... É um tal de tem que fazer isso e tem que fazer aquilo, que não acaba nunca mais na vida... E se der corda o negócio desembesta de vez!

No início eu me irritava profundamente com esse tipo de coisa. Escutava a opinião da fulana e fazia cara de paisagem pra não transparecer o quanto eu estava A-DO-RAN-DO ouvir tudo aquilo. Quem é que gosta de ter um filho e ficar ouvindo que ele tá chorando porque com certeza é fome, porque é cólica, porque tá com calor, porque tá com frio, porque tá com a fralda suja e blá blá blá? O que me deixava P da vida é que quem cuidava do meu filho era eu, então nada mais justo do que eu entender os chorinhos dele e saber o motivo, certo? Mas nessas horas ninguém quer saber de nada, só quer saber de meter o bedelho onde não é chamada... :P

Mas foi aí que as coisas mudaram... Resolvi que não podia me estressar com aquilo, afinal, se as pessoas estavam dando suas opiniões, é porque tinham experiência no assunto, coisa que muito me faltava, já que sou mãe de 1ª viagem. Vi que as pessoas não faziam aquilo pra me aborrecer, muito pelo contrário, elas queriam me ajudar, pois já tinham vivenciado a maternidade e, querendo ou não, sabiam bem mais do que eu. Então decidi que ao invés de ficar emburrada e "fazer ouvidos mouros" para as opiniões alheias eu ia começar a fazer o que deveria ter feito desde o começo: OUVIR.

Porém, ouvir o que os outros têm a dizer não quer dizer que você vá seguir o que está sendo dito, e foi aí que eu aprendi a minha grande lição. Aprendi que posso sim escutar as opiniões das pessoas, mas quem sabe o que é melhor pro meu filho sou eu. Aprendi que acima de qualquer opinião, a principal, que eu jamais posso deixar de ouvir, é a do meu coração. Aprendi que a experiência alheia ajuda sim, e muito, mas NADA substitui o bom e velho instinto materno.

E essa é a melhor dica que eu posso deixar pra mamães de 1ª viagem como eu: aprendam a ouvir sim os outros, mas acima de tudo, aprendam a ouvir o coração de vocês, pois esse não se engana JAMAIS! ;)

6 de fevereiro de 2012

A experiência é uma bênção...

Ser mãe deveria vir com manual de instruções... Quando a gente descobrisse que tava grávida, deveria ser possível ir até a banca de revistas mais próxima e comprar a mais recente versão do "Guia Prático de Como Ser Mãe - Edição de Luxo". A vida ia ser tãããããããão mais fácil...

Moisés teve febre esse final de semana... Assim, do nada! Ele dormiu e quando acordou pra mamar de madrugada, estava com febre... E daí em diante foi um festival de choro, de dengo, de grude com a mãe... E eu, por outro lado, no meu próprio festival de preocupação, de vontade de chorar junto com o filho, de sofrer pra dar remédio que ele não gosta, de ficar pendurada no telefone com o pediatra... Enfim, o domingo foi de muita neura na cabeça e pouquíssimos momentos de descanso (se é que teve algum).

O pior de tudo é que até agora não sei o motivo da febre... Segundo a pediatra que o atendeu na emergência do nosso plano de saúde, é uma virose que tá rolando por aí que dá 3 dias de febre. Mas graças ao meu bom Deus, hoje ele amanheceu sem febre. Ainda tá chatinho e manhoso, mas a febre em si já foi, o que me deixa mais aliviada (se ele não estivesse com uma tossezinha chata eu estaria mais tranquila).

É incrível como as coisas tomam uma magnitude maior quando se é mãe de 1ª viagem, como eu... A gente se desespera por tudo, se alegra com as coisas mais bestas e se neura em nível avançado quando algo desse tipo acontece... Tô desde sábado sem dormir, numa pilha danada!!!

E aquele manual de instruções, hein? Quando é mesmo que vai ser lançando?